Saindo do culto trans

Texto publicado originalmente no blog Purple Sage; traduzido com permissão da autora.

Quando saí do armário como lésbica, foi durante a época da inclusão, quando mais e mais letras foram adicionadasà sopa de letrinhas LGBTQ porque cada minoria sexual precisava de representação. Parecia óbvio que deveríamos incluir a todos — uma vez que nós mesmos sofríamos ostracismo e sabíamos o quão ruim era ser excluído. Queríamos justiça social, queríamos amor e respeito a todas as minorias. Não importa que outra letra fosse adicionada ao acrônimo “queer”, a incluíamos sem questionar. Conheci pessoas de todos os tipos durante minha época na universidade — homens gays, lésbicas, bissexuais, transexuais, assexuais, pessoas de gênero fluído, etc. Eu acreditava que estávamos trabalhando juntos e ganhando aceitação das pessoas hétero. Durante esse tempo também comecei a aprender sobre o feminismo. A princípio, as várias blogueiras feministas que eu estava lendo não pareciam divergir muito entre si. Mas nos últimos anos, um grande golfo começou a nos dividir. Os assuntos que nos separavam era a indústria do sexo e as políticas transgêneras. Nunca comprei a idéia de que a prostituição era um trabalho que precisava ser sindicalizado — eu era capaz de ver prontamente que se tratava de violência. Mas comprei a idéia da transgeneridade por um bom tempo. Eu acreditava, como éramos ensinados a acreditar, que as pessoas trangêneras eram apenas outra minoria sexual que, como os gays e as lésbicas, precisavam lutar contra a discriminação. Eu queria muito ajudar qualquer grupo minoritário a superar a opressão. Fui ensinada que as pessoas transgêneras tinham nascido no corpo errado e precisavam modificar seus corpos para que correspondessem à imagem interna que tinham de si mesmos. Sou uma pessoa de mente aberta e não tinha nenhum problema em acreditar nisso. Mas um monte de irmãs feministas não estavam abertas a essa idéia. Comecei a entrar em brigas com outras feministas. Queria que elas enxergassem que estavam sendo violentas com uma minoria perseguida, e que isso não era compatível com o feminismo. Eu era contra as “TERFs”. Fui ensinada que estava fazendo a coisa certa.

Foi impossível não fazer pesquisas sobre a transgeneridade porque foi impossível conter as muitas perguntas que continuavam surgindo e eram difíceis de responder. Feministas me desafiavam em discussões perguntando “O que é uma mulher?”. Descobri que não conseguiria responder essa questão. Li livros sobre transgeneridade e finalmente me decidi que “mulher” era uma categoria social, mas isso nunca foi fácil de explicar. Entrei em brigas amargas em comentários de tópicos. Chamei outras mulheres de transfóbicas. Isso me fazia sentir muito, muito mal. Nós mulheres deveríamos estar trabalhando juntas e em vez disso estávamos nos rasgando umas às outras em pedaços. Achei que as coisas que o feminismo radical falava eram exageradas. Não parecia possível que mulheres trans estivessem tentando invadir os espaços das mulheres para nos machucar porque pensei que eram apenas outra minoria sexual perseguida, como os gays e as lésbicas. Pensei que eram apenas mulheres que aconteceu de nascerem com as partes erradas. Qualquer ataque a qualquer uma das letras do acrônimo GLBTQ parecia um ataque a mim, porque eu estava naquele acrônimo também. Achei que todas as pessoas representadas sob o guarda-chuva queer eram iguais — pessoas inocentes enfrentando discriminação.

Transativistas estão constantemente à procura de qualquer coisa que possam condenar como transfóbica. A princípio eram coisas óbvias. Pessoas trans têm direito à emprego, moradia e cuidados médicos, e não deveriam ser vítimas de violência. Claro! Mas as coisas que eram condenadas como transfóbicas comecaram a ficar menos óbvias. Chamar alguém pelo pronome errado se tornou fóbico também. E então, não colocar pessoas trans no centro de todas as conversas se tornou fóbico. Daí, falar sobre biologia e anatomia também se tornou fóbico. Eu era contra as “TERFs” até que um dia li no Twitter que insinuar que mulheres menstruam é transfóbico, e percebi — segundo esse princípio, sou uma TERF. Eu sei que mulheres menstruam e que quem menstrua é mulher, e isso é suficiente para ser uma TERF. A coisa toda começou a degringolar aí. Se todo mundo que tem consciência de que mulheres menstruam são TERF, então todo mundo é TERF. Tudo mundo no mundo inteiro. Isso não faz sentido, uma vez que a maioria das pessoas não é feminista radical.

Sabendo que qualquer uma pode ser chamada de TERF por qualquer coisinha, e que não precisa sequer ser feminista radical para ser caluniada dessa maneira, me fez levar o acrônimo muito menos a sério. Comecei a ficar cada vez mais curiosa pelo que as então chamadas TERFs estavam falando. Os transativistas dizem que as feministas radicais sentem ódio pelas pessoas trans, mas toda vez que eu lia um post de blog de uma feminista radical ele era bem fundamentado, claramente explicado, baseado em fatos, destacava nuances e era compassivo. Nunca encontrei de fato a tal fobia que os escritos das feministas radicais supostamente deveriam conter. O que muitas feministas radicais estão dizendo na verdade é que não concordam com as políticas transgêneras porque as políticas transgêneras em geral são prejudiciais às mulheres, mas elas não desejam que nenhum mal aconteça a quem é transgênero. Elas estão apenas se preocupando com as mulheres, o que é algo que as feministas sempre fizeram.

Quando eu brigava com as chamadas “TERFs” online, elas me mandavam artigos de jornal sobre mulheres trans que cometeram crimes contra mulheres. Eu ignorava isso no começo, pensando que eram histórias exageradas ou que eram casos isolados. Mas com o tempo, os casos isolados começaram a se acumular. Começaram a formar um padrão. Depois de um tempo eu simplesmente não poderia negar que mulheres trans podiam ser violentas com mulheres, da mesma forma que os homens são. Então, lendo as palavras das próprias mulheres trans, no Twitter ou em outras redes sociais, uma coisa se mostrou muito clara: mulheres trans se comportam exatamente como homens. Algumas delas não fazem qualquer tentativa de se comportar da forma que as mulheres se comportam ou de sequer tentar entendê-las, e são abertamente hostis à elas.

O fato de que algumas “mulheres trans” são homens violentos e misóginos que tentam se misturar entre outras mulheres realmente destrói a teoria do “sexo cerebral” e a de “nascido no corpo errado”. Estes homens claramente não são mulheres. Não faz qualquer sentido que tais homens tentem convencer a todos de que são mulheres. A única explicação possível para homens violentos e misóginos alegarem que são mulheres é para que possam entrar nos espaços das mulheres para nos perseguir e conseguir mimos e atenção. É óbvio que seu real objetivo é se infiltrar quando se olha pro ativismo deles. Eles não fazem qualquer tentativa de criar espaços para mulheres trans, ou de defender que elas tenham abrigos, empregos e moradia. Tudo o que tentam fazer é entrar nos espaços exclusivos para mulheres. E estão de fato conseguindo muita atenção da mídia, dos profissionais de medicina, e dos ativistas de gênero.

Tenho visto pessoas entrarem na ideologia trans e perderem a cabeça completamente. Cruzei com pessoas que realmente acreditavam que sexo biológico não existe e que não podiam ter acesso a cuidados médicos a menos que um doutor validasse sua identidade de gênero. Imagine, estar em um país rico com sistema de saúde disponível, e recusá-lo só porque o médico quer tratar seu corpo físico baseado em sua real biologia, em vez de tratá-lo baseado em seus sentimentos? O quão ridículo e absurdo é dizer que você não tem assistência médica quando na realidade tem, e quando há pessoas em países pobres que realmente não têm? Cruzei com homens que serviram no exército, tiveram carreiras fantásticas nas Exatas, foram pais de muitos filhos, e então decidiram que eram mulheres durante esse tempo todo. O quê?! E tenho visto lésbicas que fazem ativismo lésbico, participam da comunidade lésbica, fazem casamentos lésbicos, e de repente dizem que eram homens o tempo todo. Muito disso é puro nonsense, mas se você questionar será chamada de TERF e dirão que você está oprimindo pessoas. É como o criacionismo: inventam falsas evidências que não se sustentam quando verificadas, dizem que a ciência é intolerante com suas crenças, dizem que são perseguidos quando não conseguem forçar suas crenças a outras pessoas, e tentam silenciar e destruir os incréus. Transativismo é um culto religioso.

O efeito que o transativismo tem causado no feminismo é como o de um cavalo de Tróia. Ele entrou silenciosamente ao longo dos anos e então explodiu nos anos 2010, e agora as feministas estão divididas e brigando entre si. Gastamos metade do tempo discutindo se mulheres trans são mulheres e se tal pedacinho do feminismo é “transfóbico”, e isso significa que não estamos mais lutando pela libertação das mulheres. O feminismo deveria libertar as fêmeas humanas da opressão. Não deveríamos estar gastando tempo algum preocupadas com os sentimentos de gênero de homens abusivos. E o fato de que os transativistas geralmente são pró-prostituição deveria nos dizer alguma coisa. Essas pessoas estão lutando pelos direitos dos HOMENS. Agora que vi o que vi, voltei para o verdadeiro feminismo, aquele que luta por mulheres. Não estou mais confusa sobre o que é uma mulher. Uma mulher é uma fêmea humana adulta, como sempre foi. Aprendi algo muito importante: minhas irmãs sempre devem vir em primeiro lugar. Realmente sinto muito pela hostilidade que usei para me expressar com mulheres que têm noção de que mulheres trans são homens. Gostaria de voltar no tempo. Tenho usado uma tag em alguns posts chamada “auge trans”. Auge trans é o ponto em que os transativistas finalmente ficam tão ridículos que até mesmo seus antigos aliados não podem mais apoiá-los. Isso foi o que aconteceu comigo e sei que vai acontecer com mais gente.

50 thoughts on “Saindo do culto trans”

  1. Queria compartilhar esse texto no Tumblr. Como faço? Posso copiar o texto todo e dar creditos no final? Como é preferível?

  2. Esse texto é descabido em tantos níveis que fica difícil saber por onde começar.
    Você coloca como se a trans mulher fosse violenta, um homem tentando tomar o espaço das mulheres. Eu sou mulher cis e cineasta. Fiz um documentário com mulheres trans, foi o resultado de um projeto de iniciação científica que propunha uma imersão no cotidiano delas. A partir do doc. eu fiz várias amigas trans, pessoas incríveis que nunca levantaram um dedo pra mim, que abriram a porta da casa delas e me acolheram mesmo sem saber quem eu era. A maioria delas tem uma vivência de mulher desde o início da puberdade, quando começam a ter coragem de assumir quem são. Conversei com trans de 54 anos, que vive como mulher desde os 15. Me dê apenas um argumento pra dizer que essa trans, que é até avó, uma senhorinha simpática, não é uma mulher!
    Ela não tá lutando pela causa dos homens não, até pq elas muitas vezes são exploradas e assediadas pelos homens. Sofrem uma violência bem semelhante a que a mulher cis tbm sofre por parte dos homens.
    Sabe o que eu acho q falta? Se aproximar dessas pessoas pra ter alguma opinião. Eu duvido que vc tenha 1 amiga trans. Ou amigo, pq o trans-homem também existe aos montes.
    Tá na hora de parar de confudir a visão, achar que o inimigo é o oprimido. Trans violenta tem? Tem, claro. Até pq opressão gera opressão e muitas delas são auto-defensivas e aprenderam que só podem se defender da violência que sofrem com mais violência. Mas dizer q todas elas são ou q é maioria é simplesmente um disparate. Uma afirmação ignorante de quem realmente não as conhece. Antes de serem “trans” e vc poder colocar todas no mesmo saco como se fosse tudo igual, elas tem suas particularidades como qualquer individuo. Conheci uma q era babá, outra que é artista plástica, outra que é mãe de santo. Agora vc vai colocar todas no mesmo saco furado da generalização? Antes de vê-las como indivíduos vai rotulá-las por sua identidade sexual?
    Conheci outra que está se formando em biologia. Vc vai olhar pra ela e ver uma trans violenta ou uma bióloga que pode vir a acrescentar mto no campo científico?
    Na real, volte alguns passos atrás. Equívoco e ignorância é só o que vejo aqui.

      1. Também quero ver o doc! Obrigada por este comentário lúcido. Mulheres cis têm inúmeras vantagens em relação às mulheres trans. Algumas podem fazer comentários misóginos tanto quanto mulheres cis podem incitar a agressão física e perseguição às mulheres trans. Na esfera pública, as mulheres trans não são homens. Nem em suas vidas conjugais. Nem na sua evolução enquanto ser humano. As mulheres trans continuam marginalizadas por causa de discursos como o seu, de opressora dizendo “não estou sendo fóbica” como um omi diz “não estou sendo machista”.

        1. “Suas TERF’s nojentas, parem de jogar seus privilégios cis em nossa cara! Nós somos mais oprimidxs que vcs!”

          LISTA DE PRIVILÉGIOS DAS MULHERES:

          Produtos para mulheres são 7% mais caros do que para homens http://exame.abril.com.br/economia/produtos-para-mulheres-sao-7-mais-caros-do-que-para-homens/

          Meninas de apenas 7 anos já se sentem pressionadas a ter aparência perfeita http://www.brasilpost.com.br/2016/10/20/meninas-pressao-aparencia_n_12564036.html

          ‘Uma foto nua pode levá-las à morte’: como a internet virou um campo minado para mulheres em países conservadores http://www.bbc.com/portuguese/geral-37783141?ocid=socialflow_facebook

          Estudo revela que mulheres trabalham mais do que os homens http://www.rtp.pt/noticias/pais/estudo-revela-que-mulheres-trabalham-mais-do-que-os-homens_v929817

          Mulheres compõem 70% da população mundial que passa fome http://www.unmultimedia.org/radio/portuguese/2016/03/mulheres-compoem-70-da-populacao-mundial-que-passa-fome/#.WEU77tUrL4Y

          Pelo menos 200 milhões de raparigas e mulheres vítimas de mutilação genital http://www.publico.pt/2016/02/05/mundo/noticia/pelo-menos-200-milhoes-de-raparigas-e-mulheres-vitimas-de-mutilacao-genital-1722443

          Brasil registra um estupro a cada 11 minutos, mostra levantamento #G1 http://g1.globo.com/jornal-hoje/noticia/2016/11/brasil-registra-um-estupro-cada-11-minutos-mostra-levantamento.html?utm_source=twitter&utm_medium=share-bar-desktop&utm_campaign=share-bar

          15 mulheres são mortas por dia no Brasil pelo fato de serem mulheres, diz Dilma – Nacional – Estado de Minas http://www.em.com.br/app/noticia/nacional/2015/03/09/interna_nacional,625641/15-mulheres-sao-mortas-por-dia-no-brasil-pelo-fato-de-serem-mulheres-diz-dilma.shtml

          As diferenças salariais entre Homens e Mulheres http://www.catho.com.br/salario/action/artigos/As_diferencas_salariais_entre_Homens_e_Mulheres.php

          Em TI, diferença de salários entre homem x mulher chega a 77% http://convergenciadigital.uol.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?UserActiveTemplate=site&infoid=33203&sid=46#.WEU8M9UrL4Y

          A morte e a dor silenciosa de mulheres que fazem abortos clandestinos em países pobres http://brasileiros.com.br/2015/11/a-morte-e-a-dor-silenciosa-de-mulheres-que-fazem-abortos-clandestinos-em-paises-pobres/#.WEU8VSlQuVA.twitter

          Brasil: aborto clandestino é a quinta causa de morte materna http://www.esquerda.net/artigo/brasil-aborto-clandestino-%C3%A9-quinta-causa-de-morte-materna/29651

          Mulheres e crianças são 98% das vítimas de tráfico de seres humanos | http://www.otempo.com.br/capa/brasil/mulheres-e-crian%C3%A7as-s%C3%A3o-98-das-v%C3%ADtimas-de-tr%C3%A1fico-de-seres-humanos-1.917887 via @PortalOTEMPO

          Uma em cada três mulheres no mundo sofre violência conjugal http://g1.globo.com/mundo/noticia/2014/11/uma-em-cada-tres-mulheres-no-mundo-sofre-violencia-conjugal.html?utm_source=twitter&utm_medium=share-bar-desktop&utm_campaign=share-bar

          Violência obstétrica: 1 em cada 4 brasileiras diz ter sofrido abuso no parto http://epoca.globo.com/vida/noticia/2015/07/violencia-obstetrica-1-em-cada-4-brasileiras-diz-ter-sofrido-abuso-no-parto.html?

          A cada 12 segundos uma mulher sofre violência no Brasil, informa Secretaria de Políticas para Mulheres – Ministra Eleonora comemora sanção de lei que protege mulheres vítimas de violência sexual http://r7.com/BcaW?s=t

    1. Que bom um comentário lúcido, fiquei interessadissimo em assistir esse seu documentário.
      Existe algum lugar onde ele está disponível para visualização?
      Obrigado 🙂

    2. “A maioria delas tem uma vivência de mulher desde o início da puberdade, quando começam a ter coragem de assumir quem são. Conversei com trans de 54 anos, que vive como mulher desde os 15.”
      É justamente essa ideia de que exista algo como “viver como mulher” que nós, as feministas radicais, lutamos contra. Acreditamos que o gênero seja uma construção social, onde o “feminino” foi elaborado de um jeito que possa ser submetido ao “masculino”. Afinal, o que é ser mulher? Uma menina que não apresenta feminilidade, deixa de ser uma menina? É claro que não! Assim como um menino que gosta de brincar de boneca, de usar vestidos e saias: então seria ele na verdade uma menina? É claro que não também! Essa ideia serve apenas para reduzir a mulher a um conjunto de comportamentos aos quais ela foi condicionada a aderir desde seu nascimento.

    3. gostari de ver se essa mulheres trans que vc tanto defende te defenderaim também..mulher capacho de macho é mesmo uma foda.

  3. Oi, quero dizer antes de qualquer coisa que fui designada homem ao nascer e que de fato conforme fui saindo do armário me descobri trans e isso se deu quando entrei na faculdade., quando conheci feminismo e fui vendo outras coisas semelhantes.

    Agora vivo sozinha por causa da minha família. Que é conservadora, enfim. Você deve saber como é.

    O que eu quero dizer é que por muito tempo fico pensando nisso, quer dizer, eu encontrei o transfem e ele me foi muito útil, devo dizer que facilitou muito a minha vida que sempre foi complicada, enfim. Também me fez repensar e desconstruir muitas coisas e isso me tornou uma pessoa melhor com o passar do tempo, mas também não nego que fiquei pensando na mesma coisa que você expos no texto. Porque eu pensava muito nesse lance de radfem, poxa, o quão cruel podem ser essas meninas? pq por mais que a pessoa “seja TERF” ela ainda é uma mulher, ainda não está a salvo de tudo o que pode acontecer com ela na rua, em casa, no trabalho, até mesmo perto de algum amigo (ou grupo de amigos).

    Agora me afastei de toda e qualquer militancia trans (por enquanto), porque eu não vejo nenhum apoio sendo dado a outras pessoas trans que vivem fora de casa, que vivem sem emprego e outras coisas bem… ruins. O que mais eu quero dizer? bem, eu procurei ver “o outro lado da moeda” e percebi o que você percebe, embora de uma outra forma (por motivos óbvios, imagino), quer dizer, eu fui procurar ouvir o que essas meninas, essas mulheres, essas pessoas que se dizem “radfem” falam e como já expressei… chego a conclusão semelhante a você e me sinto mal. Mal porque eu vejo gente usando e abusando de um discurso (o discurso trans/queer) que deveria ser redentor para genero diversidade sendo usado para rachar minas (entre outras coisas, suponho) e eu queria do fundo do meu coração por tudo o que é de mais sagrado na minha vida que isso parasse.

    A minha vontade agora é de chorar, por tudo o que eu passei na minha vida, por tudo o que eu vou passar por ter me assumido assim. Por tudo o que outras pessoas vão passar por causa de toda essa merda aí que cê falou. Essa lambança.

    E bem, é isso.
    Sinto que não desabafei tudo e só não revelei meu nome porque tenho medo de perseguição assim como você. Também admito um tanto de vergonha e culpa porque indiretamente eu colaborei para isso (por mais que eu não esteja em posição de machucar ou oprimir ninguém em virtude das coisas que ando vivendo e experimentando na própria pele, coisas boas e ruins).

    Fico pensando o que eu vou fazer na minha vida de agora em diante e acho que vou tentar arrumar tudo, ando escrevendo umas coisas. Imagino conseguindo escrever algo a favor da genero diversidade e “anti- queer” (porque eu sou uma “pessoa não-binária”), porque eu não me sinto representada por ele (pelo dito “queer”) nem necessariamente pelo transfem. Ando preferindo me chamar de “não binário radical”.

    Acho útil e diligente.

    Até mais moça, desejo sorte e sucesso na sua vida.

    o/

    1. vc é gay,não é trans.Performar femninilidade é opressor ehorrendo,psicologicamnete debilitante seja pra quem for.è essa aquestão que não é dita.

  4. A mesma história aconteceu comigo.
    Defendi homens que se denominam mulheres trans, ataquei outras mulheres.Para no final, ser jogada na fogueira por qualquer pronome que falei errado ou que eles entenderam errado.
    Eu vi que era proibida de falar sobre tudo que diz respeito ao femininoEstava proibida até de falar sobre relacionamentos abusivos, pois chovia gente dizendo que relacionamento monogâmico é um privilégio cis.
    Privilégio de ser abusada? Oi?
    Quando respirei e olhei para aquele circo todo, pensei “isso está igual, ou pior, ao patriarcado”.

    Porque, enquanto alguns homens “cis” apenas me desprezavam, essas pessoas trans EXIGIAM que eu as tratasse como rainhas, com uma boa dose de sadismo.Vi a misoginia sendo levada a níveis extremos.

    Outra coisa que acho curiosa: “mulheres trans” estão sempre com gays, usando gírias de gays. Mas nós mulheres não temos essa ligação com gays. Porque, infelizmente, uma grande parcela deles é composta por misóginos.E com essa abertura para homens que se denominam trans, veio a abertura para homens gays, que deitam e rolam atacando e ameaçando mulheres.
    Eu apenas penso: se essas pessoas são idênticas aos gays, mas gostam de usar roupas “”femininas”” (porque roupa não tem gênero e nossa luta é exatamente para desconstruir o gênero), por mim está tudo bem. Devem ter todos seus direitos humanos resguardados, ÓBVIO. Mas não sou OBRIGADA a aceitar que são mulheres. Não sou obrigada a silenciar minhas pautas dentro do movimento que luta pelos meus direitos, uma pessoa que nasceu com uma vagina e teve sua vida moldada por isso, independente de qualquer sentimento.

    1. “Eu apenas penso: se essas pessoas são idênticas aos gays, mas gostam de usar roupas “”femininas”” (porque roupa não tem gênero e nossa luta é exatamente para desconstruir o gênero), por mim está tudo bem.”

      Esse é um grande erro do feminismo…eu sinceramnete,depois de muita pedrada,quero que se fodam porque nenhum deles estão preocupados com nossos direitos humanos,por que temos que nos preocupar com o deles?? E roupa tem gênero sim,a roupa feminina é sexualizada não é atoa;a roupa masculina prioria o conforto não é atoa.

  5. Muito obrigada, eu estava precisando ler exatamente isso! Eu ainda tenho muito o que pesquisar sobre a transexualidade pela biologia, pela psicologia, e tal. Mas eu comecei a questionar isso por aquela perguntinha que ficava o tempo todo na consciência: “o que é ser mulher”? Eu ainda não tenho uma opinião formada sobre tudo isso, mas me identifiquei bastante com seu texto, foi muito esclarecedor. Infelizmente eu não posso ainda externar o que eu penso, porque as pessoas ao meu redor vão me perseguir, acusar de transfóbica, TERF etc. Apenas por questionar.
    Beijos, irmã!

  6. Não me sinto a vontade de generalizar …pois já conheci gente de todo tipo,e atitudes tem haver com caráter e não com orientação sexual, já conheci trans que queriam ser “as top da balada” o tempo todo e outras que são simplesmente meninas como eu,que se chateam por não poderem ser mães um dia,mas que nunca agrediram alguém por isso,que se vêem como uma mulher com problemas de fertilidade,se sente incompleta…estudei com uma garota assim que se emocionou ao ganhar uma rosa no dia internacional da mulher assim como as outras meninas, não consigo ver minha amiga como “lucas” e sim como Rebeca <3

  7. A expectativa de vida de uma travesti é a mesma da idade média, próxima aos 30 anos, dizer que isso é uma escolha pra receber privilégios é bem irresponsável.
    Reclamar de ter sido jogada na fogueira por usar o pronome de forma não compatível com a vontade de alguém trans, me parece extremamente parecido com um macho reclamar de ter sido jogado na fogueira por ter “elogiado” uma mulher na rua.

    1. Lembre-se: quem mata travestis e quem assedia mulheres na rua são homens. Não é, e nunca vai ser, a mesma coisa.

      1. Os homens que matam travestis querem matar o feminino. É um comportamento misógino, logo as mulheres trans sofrem misoginia também.

        1. Homens que agridem e matam travestis querem matar o homem que negou a masculinidade, que deixou de performar aquilo que é considerado ser homem na sociedade (ser superior, mais forte, heterossexual e etc). Pelo mesmo motivo matam e agridem homens gays, porque esses desafiam os padrões aceitos de orientação sexual, no caso a heterossexualidade.

    2. nossa,que brilhante colega..está comparando um assédio sxeual da rua com usar pronome erado para mulher trans?? uaua…quando eui acahav que já tinha lido tudo o que é besteira misógina na web….e sim,querida,homem escolhe ser mulher e nós não.Quando eles “encherem o saco”,eles podem voltar aa ser homens,e vc? Vc tem esse privilégio de pássar pra casta opressora quando leh conmvém? fica mesmo atacando outras minas,vamos ver quame vai ficar do seu lado quando a coisa pegar.

  8. Peraí fala em transfem e não usa aspas, fala em radfem e usa? TERF? Me poupe, vc não entendeu nada.
    Não existe isso de ” trans feminismo”, porque feminismo existe para as mulheres, para as pessoas transgeneras existe o movimento transgenero/transativismo.
    Moça cineasta no huffpost tem um vídeo de pessoas que são travestis e trans, onde explicam as gírias dessa comunidade, atente para a cara de nojo que eles fazem quando dizem o que significa “racha’ e “rachinha”.
    O fato das pessoas trans sofrerem preconceito, não esconde a realidade da misoginia dentro dessa comunidade.

  9. Saiam, saiam do culto trans. Na última da semana, o ex-Kris Jenner, agora Caitlyn foi receber um prêmio numa cerimônia lá nos EUA E adivinha? Fez um comentário indelicado e desrespeitoso sobre a atleta Serena Williams: “Eu pareço mais feminina do que a Serena Williams”.
    É disso que se trata? Uma competição pra ver quem mais se ajusta aos esterótipos da feminilidade e depois jogar isso na cara da mulher? É uma questão de ‘se sentir mulher’ ou de tomar o lugar da mulher? Façam o seu transativismo bem longe do meu feminismo.

  10. Me designaram ao gênero feminino quando nasci, mas minha expressão de gênero sempre envolveu caracteres socialmente lidos como masculinos. Por isso, sou pessoa AFAB transmasculina.

    Entendem? O feminino e o masculino são construções sociais. O feminismo devia ser UM SÓ, um feminismo que entende a diversidade e as diversas opressões que o machismo gera!!

    O machismo afeta mulheres cis de um jeito, mulheres trans de outro, homens trans de outra maneira, pessoas não-binárias de outra e até homens cis (ex.: homofobia, que só existe pelo pensamento machista de que o homem cis gay abre mão da sua posição de macho, que é afeminado, que se coloca em posição INFERIOR ao se assemelhar com o que deveria ser “papel de mulher”).

    O feminismo devia compreender toda a diversidade e as múltiplas pessoas que são oprimidas devido às ideias-base do machismo, a ideia de que “homem > mulher”, a ideia de que “XY = homem; XX = mulher”, a ideia de que “homem x mulher” são as únicas possibilidades e ideias em oposição..

    As ideias do RadFem, como as que acabei de ler aqui, são nada mais do que uma grande ignorância – no sentido lato da palavra. É uma grande falta de conhecimento do universo trans e, mais que isso, uma gigantesca falta de empatia.

    Ler isso tudo é tão assustador quanto comentários de mini-Bolsonarinhos e cia. que encontramos internet afora. Ou ainda mais, porque ainda insistem em chamar isso de ~feminismo~ </3

    1. “Ou ainda mais, porque ainda insistem em chamar isso de ~feminismo~ </3"
      Um feminismo que se recusa a ser coração de mãe porque quer focar no que realmente interessa: mulheres? Absurdo mesmo.

    2. querida homem-trans,vc deveria estar se perguntando porque vc deveria transicionar para início de conversa..sabiq que tem muito homem trans destrancionando e virando feminista radical? Alkém do mais,não me surpreende o feminismo neo-liberal ser a “salvação” de todos aqueles que acham que tudo se resume a um sentimento pessoal.
      E xx não é mulher e nem xy é homem? nossa,vcs tinham que juntar tudo e rescrever os livros de biologia então!Porque até que surja uma mutação,vai ser assim até o final dos tempos!
      e a grande ignorante que vejpo aqi é vc,que provavelmnte vai destruir seu corpo com cirugias e hormônios,só porque comnprou a idéia imbecil de que se “sentir homem”,ou seja,” não desejar performar feminilidade,significa que vc tem que transicionar.Se fosse assim eu já teria virado homemhá muito tempo! Espero que enchergue a luz antes que se destrua.

    3. Claro, as mulheres têm que carregar o sofrimento e a luta de todas as minorias da humanidade, a mulher tem que ser mãezona! Diz isso para as trans então já que são mulheres, diz para elas pararem de ser narcisistas e invasivas.

  11. Pingback: Ressurgir.
  12. “Algumas delas não fazem qualquer tentativa de se comportar da forma que as mulheres se comportam”. Confesso que parei de ler aqui. Sou mulher cis e gostaria de saber como vocês TERFs pretendem lutar por uma causa enquanto ao mesmo tempo reforçam estereótipos de gênero. É contraproducente, pra dizer o mínimo. Não consigo compreender isso, juro que me esforço. Fora essa mania de querer dizer quem é homem e quem é mulher, né? Gente, o mundo vai muito além de uma buceta.

    1. Exatamente, eu li o texto até o final, mas reforça vários papéis de gênero e eu discordo de vários pontos. Por exemplo:

      “Cruzei com homens que serviram no exército, tiveram carreiras fantásticas nas Exatas, foram pais de muitos filhos, e então decidiram que eram mulheres durante esse tempo todo. O quê?!”

      Ora, só porque a pessoa foi pro exército ou estudou engenharia, isso é uma característica masculina? Tem que ser um homem afeminado que gosta de vestidos, pra depois dizer que é trans? Meu deus!

      Vamos combinar? Não gosto de ninguem cagando regra na vida de quem já é oprimido. Homens oprimem mulheres, definindo o que é feminino ou não, pessoas cis oprimem pessoas trans, definindo se elas “passam” por cis ou não, e por aí vai. Eu entendo que existe um exagero no transativismo, COMO EM QUALQUER MOVIMENTO, mas isso não dá a ninguém o direito de rebaixar a outra. Repensem, conversem, leiam depoimentos e tenham mais empatia, pra chegar em um meio termo.

      Deixo uma pergunta: e quem é não-binário, intersex, ou nasceu com as duas genitais? Ou é XXY, ou XXX? Pode se considerar mulher, ou você é a guardiã do feminismo e vai definir quem pode entrar ou não?

  13. Todas as .pessoas. merecem ter seus direitos básicos respeitados. E se não têm, têm o direito de lutar por eles. A luta por humanos é a luta do humanitarismo. Ela engloba as opressões des todos os humanos e se baseia nesta raiz: ser humano.

    A luta feminista não é uma luta ‘mulherinista’. Não é uma luta pelos direitos das pessoas que se identificam com a construção social do ‘ser mulher’. É uma luta pelo fim da opressão imposta às fêmeas da raça humana (se baseia nesta raiz: ser fêmea). É uma luta por políticas que promovam a equidade com foco na situação da fêmea na sociedade.

    Obrigada pela tradução do texto, me identifiquei totalmente com seu posicionamento e passei pela mesma situação de defender mulheres trans por tempo demais, em situações injustas demais, criando dúvidas demais em mim mesma.

    Não me considero feminista radical, porque estou começando agora a olhar mais profundamente para esta corrente de pensamento e ainda não sei o suficiente para confortavelmente me intitular rad, mas certamente estou tendo mais respostas e alívio do que na corrente liberal.

  14. Bom…
    Sou Trans assumi minha vida depois de 4 filhos e não tenho nada contra ninguém… Odeio qualquer tipo de sigla não sinto pena de mim ebsim orgulho e acho que toda a pessoa tem o direito e o dever de ser feliz.
    Acho seu texto generalista e toda a vez que alguém se expressa assim perde a credibilidade.
    Tenta se isentar de preconceitos sua vida será mais fluida e feliz assim como a minha é.

  15. Olá!

    Eu li seu texto e, muito embora eu discorde aqui e ali, eu acredito que sua retórica é muito boa.
    Eu tenho uma dúvida : Eu sou um homem-gay. Tive contato com o feminismo há alguns anos e foi a melhor coisa que me aconteceu, já que sabemos como a sociedade patriarcal é danosa. Atualmente eu tenho lido sobre o REDFEM e sobre suas ideologias porém algumas dúvidas me surgem. Eu não conheço nenhuma feminista radical para perguntar ( minhas amigas são todas do feminismo liberal) então eu ficaria grato se você pudesse me elucidar.
    Atualmente eu tenho sentido que não devo mais me considerar ou ao menos me intitular “feminista” pelo fato de ser homem. Eu compreendo o motivo por trás desta questão, mas eu me pego pensando em como eu posso ser útil para a luta feminista sem gerar conflitos pelo fato de eu ser homem. Me distanciei de discussões e marchas por um tempo e comecei a refletir nessa questão. Estou meio confuso então decidi perguntar : Qual é o espaço destinado aos homens que compreendem essa realidade e querem auxiliar na abolição da sociedade patriarcal?

    Desde já muito obrigado pela sua resposta e compreenda que não desejo de forma nenhuma ser desrespeitoso e nem causar atrito.

    1. Seu lugar na luta anti-sexista é com os homens e para os homens. Educando e trabalhando com e para o auxilio de seus semelhantes (homens), você ajuda as mulheres por consequência e sem apropriação.

  16. oi! adorei seu texto, inclusive passei poe várias experiência semelhantes e vergonhosas como chamar as minhas companheiras d luta e transfobica e terfs… que vergonha! tomara q mais pessoas tomem a consciência do q realmente significa ser mulher

  17. Estou impressionada com a cegueira e anegação de muitas que vieram aqui comentar,ou é analfabetismo funcional,ou é burrice ou é aquilo que a autora brilhantemente descreveu: fundamentalismo equiparado ao religioso.Não querem escutar ninguém mas berram,dão faniquitos,fazem cena para serem ouvidas.
    Eu espero que assim como esses textos e outros,o feminismo deixe mesmo de ser mãozonme,resista mais ás chantagens emocionais patifes que macho adora fazer.Eles não querem que tenhamos direitos humanos,não caiam nesa de “aceito todos do jeito que são”,ou “todos tem direitos humanos,eu luto por todos”,se fosse assim não estaríamos vendo esses absurdos contra as mulherese e nem essas tentativas de redefinação da luta feminista.Nem tenham pena de defensora de trans;só assim vamos ter poder políticop de volta.

    abraço ás que resistem e muita força.

  18. A principal questão trans que as mulheres devem estar atentas para não dizer alertas é que é composta em sua maioria por homens e que se não fosse o homem, o trans nem estaria na sigla. A maioria desses homens têm algum distúrbio mental, como personalidade narcisista, borderline e parafilias como só gozar vestido de mulher ou se imaginando uma mulher. Essas pessoas têm problemas mentais sérios isso quando não são traumatizadas por famílias muito conservadoras e opressoras.

    A mulher é uma fantasia para o trans, uma fantasia que ele veste quando quer, a mulher não pode apenas se despir de ser mulher. Eles se excitam em pensar ser tratados com os “privilégios femininos” mas quando um trans fica tão “passável” que começa s sofrer machismo, ai a coisa desanda…

    Não existe se juntar ao oprimido por opção, esses caras apenas querem fugir da realidade, eles querem ser mulher no que eles pensam que ser mulher é, só que ser mulher não é uma imaginação é uma realidade atrelada ao corpo físico e até isso o movimento trans quer destruir, eles querem destruir a história da mulher, apagar a opressão histórica que a mulher sofre até então.

  19. Otimo texto, lucido, o feminismo e para as mulheres. Mulheres trans podem se expressar como quiserem e tem todo o direito de ser feliz e ser bem tratada, so atentem q a biologia masculina tem de ser levada em conta pq a Ciencia ainda esta engatinhando na descoberta de genes excluivos a cada “sexo”. Sexo entre aspas pq tenho amigo intersexo q nasceu com genitalia q a Ciencia considerou masculina, entao o fizeram menina com cieurgia aos 7 meses de vida. Mas os hormonios femininos q tomou a vida td nao o fizeram mulher, seu genotipo era xy e ta cheio de problemas. Agora ele se assumiu menos feminino e deixou de forcar a barra pra ser mulher q a sociedade exigiu. Acabei de ler estudo cientifico sobre o genotipo falando como is sexos dizerem nesse tp e a Ciencia ainda nao sabe transformer um sexo no outro sem consequencias desastrosas para os sujeitos que transicionam por acreditar que nasceram no corpo errado. Biologia deveria ser materia obrigatoria em tds os cursos universitarios agora, e no future nocoes basicas tb deveriam entrar no ensino fundamental.

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